31.10.06

Um país de Mestres


Ninguém se entende e tudo por causa do tão falado "Processo de Bolonha". Na prática o que muda? Nada ou quase nada. Deixámos de ter licenciaturas de cinco anos e passámos a ter licenciaturas de três e de quatro anos (para o mesmo curso?!); há para todos os gostos... Para o acesso a determinadas profissões continuam, e bem, a ser exigidos cinco anos de estudos, ciclo que agora já não se denomina licenciatura, mas mestrado. Tudo na mesma, embora com mudança de nome. O que ainda ninguém explicou é se aqueles que já eram drs continuam a ser ou se são "promovidos" a Mestres, uma vez que já têm os tais cinco anos de estudos. Aguardemos os desenvolvimentos, mas a verdade é que deixámos de ser um país de drs. e passámos a ser um país de Mestres.

4 Comments:

At 1:09 da manhã, Blogger Globalidades said...

Permita-me mais um considerando. E aqueles que são mestres ou para lá tentam caminhar, passam a ser o quê?

 
At 8:54 da manhã, Anonymous Paulo Guerra said...

Economia é a palavra de ordem. Muito provavelemente as propinas para um mestrado são superiores ás propinas para uma licenciatura.É uma forma dos estados obrigarem os formandos pagarem a sua formação: é o vulgar conceito de utilizador/pagador.

 
At 2:51 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Os que não são mestres quer-me parecer que são só aprendizes de Oz

Alex

 
At 10:36 da tarde, Blogger RPM said...

Escrevi eu um ensaio de 20 pág. sobre a famosa Decl. de Bolonha - mais famosa que a Globalização, os pastéis de Belém e a Palha de Abrantes e o leitão da Bairrada; depois chegamos aqui e deparamo-nos com umas 10 linhas que dizem tudo.

Tudo mudou, mas estamos na mesma, mas mais zangados com esta erosão da Universidade. Temos mais Mit mas menos satisfação académica; os catedráticos têm o vínculo garantido, os outros que se lixem, perdoe-se-me a expressão.

Estamos na Eurooa, mas são os States que nos amamentam...Curiosa esta Europa mais o senhor que traíu os destinos de Portugal e lá serve conhaque aos grandes da Europa..

A natalidade baixa, a procura diminui, os professores aumentam, os corredores das universidades ganham eco de vazios que ficam; a economia não absorve estas disfunções e "falhas de mercado"..Resultado: instala-se a crise, ou melhor recessão...

Hoje o regulador (Estado) já não regula nada, resta-nos a anarquia da selva e do salve-se quem puder.

Qdo eu pp/ ouço os catedráticos deste país dizendo as barbaridades q dizem e que aqui n posso reproduzir pergunto-me onde fica o exílio..

Só depois percebo que é em Portugal..

Parece que este blog está a transformar-se numa coisa séria

As maiores felicidades para ele e para o seu administrador

Cumprimenta
Atent/
RPMatos
Macro

 

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